A sociedade londrinense deve estar alerta
Vereador Jacks Dias
Câmara Municipal de Londrina
Londrina corre o risco de ter desativado um dos maiores e mais importantes programas sociais do município: O Programa Saúde da Família (PSF) que atende, hoje, 100% da região rural e mais de 70% da região urbana, atingindo cerca de 350 mil pessoas, por meio da atuação de mais de 700 trabalhadores de saúde.
O PSF, programa federal que teve como modelo o Programa Médico da Família criado em Londrina, em 1996, quando da primeira gestão do PT (1993/1996), foi ampliado a partir de 2001, quando contava com quatro equipes chegando a 90 equipes em 2008. Devido à sua eficiência quanto à melhoria dos indicadores de saúde, além de ter aprovados, em 2003, recursos no valor R$ 4,2 milhões, repassados de 2003 a 2007, foi premiado duas vezes recebendo como prêmio em 2006, cerca de R$ 526 mil e em 2007, R$ 484 mil.
O Saúde da Família (PSF) é um conceito moderno e premiado de apoio à qualidade de vida dos cidadãos. O programa faz parte das Unidades de Saúde, assim a assistência básica da população londrinense é feita por equipes multidisciplinares que atuam diretamente nas comunidades.
Porém todo esse avanço corre um sério risco de se perder diante dos fatos que estão ocorrendo. Hoje não há responsável por administrar o programa. A Santa Casa atuava com contrato emergencial desde o concurso de projetos que culminou em uma ação judicial do Instituto de Gestão e Assessoria Pública (Igeap) suspendendo o processo e impossibilitando o Centro Integrado e Apoio Profissional (Ciap), que havia ficado em primeiro lugar, de assumir o gerenciamento.
Em março deste ano o Ciap, por decisão judicial em uma liminar impetrada pelo Centro Integrado, assumiu o serviço, com a garantia de que os trabalhadores do PSF e nem o município sofreriam prejuízo. No entanto, no último dia 25 (segunda-feira) outra decisão judicial considerou a liminar do Ciap intempestiva (fora de prazo de recurso) e ele perdeu o gerenciamento. A situação ficou crítica porque agora nem Santa Casa, nem Ciap, nem Igeap e nem a prefeitura, podem administrar o programa neste momento.
Cabe ao Executivo Municipal e é o que espera este vereador e toda a população londrinense, a solução o mais urgente possível, já que o serviço oferecido à comunidade pelo PSF está inserido na regulação de todos os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) no Município de Londrina. Isto também é o que esperam os mais de 700 trabalhadores contratados para prestar o atendimento no programa e que se encontram à mercê da decisão deste problema.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
"Médicos formados em Cuba vivem impasse"
O reconhecimento de diplomas estrangeiros é um processo longo, que fica a cargo das universidades públicas e tem custo elevado. Acordo Brasil e Cuba, que auxiliaria na questão foi barrado na Câmara
Jovens brasileiros que tiveram a oportunidade de se formarem em medicina na Escuela Latinoamericana de Medicina (Elam), que fica em Havana, Cuba, encontram dificuldades para exercerem a profissão aqui no Brasil.
O motivo é o não reconhecimento de seus diplomas que, para valerem no território nacional, precisam ser revalidados. O processo de reconhecimento, de acordo Afonso Magalhães, secretário de relações internacionais da Central de Movimentos Populares (CMP), é burocrático e tem um alto custo. “Está saindo por 25 mil o diploma revalidado”, relata.
O mesmo afirma o médico Roberto Trindade, que se formou em Cuba e não pode trabalhar no Brasil por causa deste processo. Segundo ele, a revalidação fica sob responsabilidade das universidades públicas que oferecem os mesmos cursos e é feita conforme as regras de cada instituição, além disso, a cobrança de taxas não é regulada pelo Ministério da Educação(MEC).
“O grande problema, é que não existe um padrão, uma diretriz que seja bem estabelecida. As faculdades abrem inscrição quando querem, cobram o que querem tanto nas taxas de inscrição como no conteúdo. A análise curricular também é bem diferenciada, o processo não é homogêneo, dificulta bastante e burocratiza a revalidação”, descreve o médico.
Trindade, que sempre teve o desejo de cursar medicina, chegou a prestar vestibular por duas vezes em universidades públicas brasileiras, porém não obteve pontuação necessária para a aprovação. Ele, que é integrante da Educafro, ao surgir a oportunidade de ir para Cuba estudar através da entidade, se candidatou ao processo de seleção e foi aprovado. Em 2000, ao chegar à ilha caribenha, Trindade conta que por cinco meses passou por um curso preparatório, chamado Pré-médico, que tem como finalidade igualar o conhecimento de todos os alunos da Elam para então iniciarem os estudos da medicina. “A partir daí, em setembro de 2000, comecei o primeiro ano de medicina. O ensino é muito puxado, nós sofremos avaliações quase que diariamente”, descreve.
As vagas oferecidas pelo governo cubano na Elam são destinadas a pessoas de baixa renda que tenham o Ensino Médio completo e idade inferior a 25 anos, as quais devem ser indicadas por movimentos sociais ou partidos políticos.
Entraves
Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Decreto Complementar 346/2007, que trata do Ajuste Complementar ao Acordo de Cooperação Cultural entre o Brasil e Cuba, para reconhecimento de Títulos de Medicina expedidos pela Elam. O projeto já foi aprovado nas Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Constituição e Justiça.
No entanto, foi reprovado na Comissão de Educação e Cultura, através do pedido de rejeição do acordo diplomático feito pelo deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES). De acordo com o parecer dos parlamentares existem pontos divergentes no acordo.
Eles defendem que haja a submissão dos médicos formados em Cuba a uma prova de proficiência ou exame nacional coordenado pelo MEC, devido incompatibilidade da grade curricular entre o curso de medicina dos dois países.
Afonso Magalhães, que acompanha os médicos vindos de Cuba, afirma que, de acordo com a legislação, a prova de proficiência só deve ser feita quando há incompatibilidade total das grades curriculares, o que não é o caso da Elam em comparação com as universidades brasileiras.
“O currículo é compatível com algumas nuances que precisam se complementar como é o caso da parte epidemiológica e da parte do SUS”, relata Magalhães o que foi constatado pela Comissão Interministerial que visitou Cuba em 2004.
“Nós temos uma formação para trabalhar e temos a intenção de trabalhar na atenção primária da saúde”, afirma Trindade em relação a alegação de necessidade de especialização dos médicos para o exercício da profissão no Brasil. Segundo ele, na formação que recebem em Cuba, os médicos tem acesso a procedimentos considerados de alta complexidade, sabendo assim quando pedi-los e como interpretar seus resultados.
Sobre estas divergências, Roberto Trindade argumenta que trata-se de algo “que se pode aprender”. “Nós não nos negamos a fazer uma complementação disso se é que se acha tão necessário . Mas acho que é uma coisa que não impede o nosso trabalho de forma alguma”, defende o médico.
Tomado: Jornal Brasil de Fato
Jovens brasileiros que tiveram a oportunidade de se formarem em medicina na Escuela Latinoamericana de Medicina (Elam), que fica em Havana, Cuba, encontram dificuldades para exercerem a profissão aqui no Brasil.
O motivo é o não reconhecimento de seus diplomas que, para valerem no território nacional, precisam ser revalidados. O processo de reconhecimento, de acordo Afonso Magalhães, secretário de relações internacionais da Central de Movimentos Populares (CMP), é burocrático e tem um alto custo. “Está saindo por 25 mil o diploma revalidado”, relata.
O mesmo afirma o médico Roberto Trindade, que se formou em Cuba e não pode trabalhar no Brasil por causa deste processo. Segundo ele, a revalidação fica sob responsabilidade das universidades públicas que oferecem os mesmos cursos e é feita conforme as regras de cada instituição, além disso, a cobrança de taxas não é regulada pelo Ministério da Educação(MEC).
“O grande problema, é que não existe um padrão, uma diretriz que seja bem estabelecida. As faculdades abrem inscrição quando querem, cobram o que querem tanto nas taxas de inscrição como no conteúdo. A análise curricular também é bem diferenciada, o processo não é homogêneo, dificulta bastante e burocratiza a revalidação”, descreve o médico.
Trindade, que sempre teve o desejo de cursar medicina, chegou a prestar vestibular por duas vezes em universidades públicas brasileiras, porém não obteve pontuação necessária para a aprovação. Ele, que é integrante da Educafro, ao surgir a oportunidade de ir para Cuba estudar através da entidade, se candidatou ao processo de seleção e foi aprovado. Em 2000, ao chegar à ilha caribenha, Trindade conta que por cinco meses passou por um curso preparatório, chamado Pré-médico, que tem como finalidade igualar o conhecimento de todos os alunos da Elam para então iniciarem os estudos da medicina. “A partir daí, em setembro de 2000, comecei o primeiro ano de medicina. O ensino é muito puxado, nós sofremos avaliações quase que diariamente”, descreve.
As vagas oferecidas pelo governo cubano na Elam são destinadas a pessoas de baixa renda que tenham o Ensino Médio completo e idade inferior a 25 anos, as quais devem ser indicadas por movimentos sociais ou partidos políticos.
Entraves
Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Decreto Complementar 346/2007, que trata do Ajuste Complementar ao Acordo de Cooperação Cultural entre o Brasil e Cuba, para reconhecimento de Títulos de Medicina expedidos pela Elam. O projeto já foi aprovado nas Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Constituição e Justiça.
No entanto, foi reprovado na Comissão de Educação e Cultura, através do pedido de rejeição do acordo diplomático feito pelo deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES). De acordo com o parecer dos parlamentares existem pontos divergentes no acordo.
Eles defendem que haja a submissão dos médicos formados em Cuba a uma prova de proficiência ou exame nacional coordenado pelo MEC, devido incompatibilidade da grade curricular entre o curso de medicina dos dois países.
Afonso Magalhães, que acompanha os médicos vindos de Cuba, afirma que, de acordo com a legislação, a prova de proficiência só deve ser feita quando há incompatibilidade total das grades curriculares, o que não é o caso da Elam em comparação com as universidades brasileiras.
“O currículo é compatível com algumas nuances que precisam se complementar como é o caso da parte epidemiológica e da parte do SUS”, relata Magalhães o que foi constatado pela Comissão Interministerial que visitou Cuba em 2004.
“Nós temos uma formação para trabalhar e temos a intenção de trabalhar na atenção primária da saúde”, afirma Trindade em relação a alegação de necessidade de especialização dos médicos para o exercício da profissão no Brasil. Segundo ele, na formação que recebem em Cuba, os médicos tem acesso a procedimentos considerados de alta complexidade, sabendo assim quando pedi-los e como interpretar seus resultados.
Sobre estas divergências, Roberto Trindade argumenta que trata-se de algo “que se pode aprender”. “Nós não nos negamos a fazer uma complementação disso se é que se acha tão necessário . Mas acho que é uma coisa que não impede o nosso trabalho de forma alguma”, defende o médico.
Tomado: Jornal Brasil de Fato
terça-feira, 26 de maio de 2009
"Urgente"

Mensagem de solidariedade . . .
A Jovem Larissa Góes Costa, Vitima de um acidente próximo a Warta no último sábado que ocasionou a morte de sua familia e seu namorado, esta precisando de doadores de Sangue. Quem puder colaborar comparacendo ao IHEL - AV. Souza Naves,667 e dar o nome dela. Ficaremos gratos de coração! Muito Obrigado pela Atenção!!
.
Vamos ajudar galera!
Enviado por MEGLON
quinta-feira, 21 de maio de 2009
"Ciap e servidores da Saúde a novela continua"

A novela continua, chegou a conhecimento deste blog que na ultima terça feira ouve um reunião na vila da saúde, com a presença do Secretário de Saúde Dr. Agajan Der Bedrosian, Dr. Fahad Haddad - Santa Casa, diretores do já famoso Ciap (que passoua a gerenciar o PSF), enfermeiros , agentes de saude, técnicos e demais funcionários do setor. Para tentar esclarecer as coisas desta transição de gerenciamento do PSF, da Santa Casa para o Ciap, nos foi relatado que visivelmente emocionado o Dr. Fahad Haddad da Santa Casa , relatou que existia um acordo entre a Santa Casa e o Ciap, em relação as recisões e recontratações dos servidores que ja estavam na ativa, e pelo visto parece que não foi cumprido, pois muitos dos servidores, estão com seus contratos em aberto, e ninguem sabe quem vai pagar a conta. Alguns dos presentes chegaram a questionar a rapidez com a qual o Ciap foi autorizado a assumir a gestão, já no final do mandato interino de Padre Roque (PTB), outros por que o prefeito Barbosa Neto (PDT), ainda não se manifestou pelo impasse que o própio Ciap tem criado com os servidores da Saúde, o que sim se sabe que a relação entre o Ciap e a maioria dos servidores começa muito ruim e pelo andar da carruagem tende a piorar, por outro lado a outra "Ocip, Ong, Empresa" sei lá . . . segue questionando a legalidade do Ciap no gerenciamento do PSF, isso quer dizer que ainda teremos muitos capitulos desta novela . . .
terça-feira, 19 de maio de 2009
"Cuba prestes a erradicar a Hepatite B"

Uma nova conquista se inscreverá breve no avanço científico do país: Cuba está em vias de eliminar a transmissão da hepatite B, uma infecção severa do fígado causada por um vírus que se adquire por contato direto com o sangue ou outros fluídos corporais como a saliva e o sêmen. Também por via perinatal: da mãe ao filho no momento do parto, e através da lactação.
O alcance do enunciado se esclarece ainda mais quando conhecemos que isso permitirá, do mesmo modo, sentar as bases para que nas próximas três ou quatro décadas se produza a eliminação do câncer hepático e a cirrose dependentes desta doença.
A hepatite B é considerada como o problema médico-social de maiores conseqüências imediatas e futuras, maior que outras enfermidades como a AIDS.
A revista médica inglesa The Lancet em sua edição do dia 17 de maio escreve que quase 500 milhões de pessoas -uma de cada 12 da população mundial- estão infectadas com a hepatite B ou C, "e o que é pior: a maioria nem sequer sabe", e sublinha que se requererá de um compromisso da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos governos individualmente durante um largo período para que se possa garantir o êxito neste importante tema de saúde.
Aproximadamente 1,5 milhões de pessoas morrem cada ano de hepatite B ou C (para esta última ainda não existe vacina, mas sim tratamentos), o que faz que a epidemia seja "uma das ameaças mais importantes para a saúde mundial", motivo pelo que neste ano, como via de alerta universal, declarou-se em 19 de maio como Dia Mundial da Hepatite.
CIÊNCIA E JUSTIÇA SOCIAL
A obtenção e produção a grande escala da vacina recombinante de alta eficácia contra a Hepatite B possibilitou realizar maciças e sistemáticas campanhas que permitem hoje que a população cubana menor de 26 anos se encontre imunizada.
A partir de 1992 todas as crianças ao nascer começaram a ser vacinados contra a hepatite B. Em sucessivas campanhas a imunização contra este flagelo se estendeu aos estudantes, e a grupos de risco como os trabalhadores da saúde, pacientes submetidos à diálise, entre outros, como parte do Programa Nacional de Imunização do Ministério de Saúde Pública (MINSAP).
Um olhar às estatísticas mostra como em 1992 se diagnosticavam em Cuba 2.194 pessoas com hepatite B, 1.344 em 1997, 34 em 2006 e 17 em 2007, para uma redução da incidência desta enfermidade de 99,2%, mostrando a eficácia da vacina e da acertada estratégia de imunização que alcança de forma gratuita a toda a população.
Em 2007 não se diagnosticou um só adolescente menor de 14 anos com a hepatite B. Dos casos reportados (17), duas foram em pessoas com mais de 65 anos, 14 em idades compreendidas entre os 25 e 59 anos, e um só entre os 15 e 24 anos. Desde 1999 não se registram casos em menores de 5 anos.
Do ponto de vista epidemiológico, e de acordo com critérios da OMS e outros organismos internacionais, quando um país reporta menos de 10 casos anuais de uma doença, considera-se eliminada como problema de saúde. Não obstante, mantêm-se as estratégias de vacinação e controle estrito nas doações de sangue, a fim de evitar que os pacientes crônicos possam transmitir a infecção a pessoas ainda não imunizadas.
PREVENIR ANTES DA EXPOSIÇÃO
A estratégia seguida em Cuba se sustenta na premissa técnica de "prevenção antes da exposição ao vírus". Daí a imunização universal a todos os recém-nascidos, a outros grupos de idade e algumas localidades de maior incidência.
A prevenção da infecção perinatal, quando a gestante é positiva ao vírus da hepatite B, também se iniciou em 1992, e, todos os filhos das mães portadoras são acompanhados de forma continua pelos médicos.
Por isso, o esquema de imunização dos recém-nascidos filhos de mulheres não portadoras é diferente do que se aplica a mães que apresentam o vírus. Ao filho das primeiras são administradas três dose da vacina: quando nasce, ao mês e aos seis meses, enquanto que os filhos das portadoras recebem quatro doses: ao nascimento, ao primeiro mês, ao segundo e aos 12 meses. E desde janeiro de 2008 os filhos de mães portadoras também recebem imunoglobulina nos primeiros dias do nascimento antes de iniciar o esquema de imunização.
EM OUTROS PAÍSES
Desde mês de maio o Peru está realizando uma campanha de vacinação para prevenir a hepatite B que atinge toda a população. Mais um exemplo de responsabilidade em saúde pública de governos preocupados com a epidemia. Fonte Revista Digital Lab. Oswaldo Cruz.
É incrivel como se pode fazer muito quando se tem vontade politica , e se elegem prioridades , e a maior prioridade de um país deve ser manter a saúde dos seus habitantes. Parabéns a Cuba e ao seu governo Revolucionário.
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