quinta-feira, 19 de abril de 2012
" Entranhas "
A questão da liberação ou não do aborto é uma questão antiga como a tragédia grega. Em Antígona, escrita séculos antes de Cristo, Sófocles já tratou do que é, no fundo, o que se discute hoje, os limites da intervenção do estado na vida e nas crenças das pessoas. Antígona quer enterrar seu irmão, morto em guerra contra Tebas, e por isso condenado pelo rei de Tebas a permanecer insepulto. A peça é sobre o confronto de Antígona com o rei Creon, do sentimento com a lei, do indivíduo com o Estado, do poder da compaixão e dos rituais familiares com o poder institucionalizado e prepotente. A lei de Tebas proíbe o sepultamento do irmão de Antígona, que se rebela e o enterra assim mesmo, com o sacrifício da própria vida. Em gerações ainda por vir, o confronto de Antígona e Creon se repetirá. No caso do aborto, em países como o Brasil em que a legislação a respeito ainda não foi modernizada, a intervenção do Estado chega às entranhas da mulher. É a lei que decide o que a mulher deve fazer ou não fazer com o filho indesejado, ou que ameaça a sua vida. E esta é uma decisão que deveria acontecer o mais longe possível de qualquer consideração legal, no íntimo da mulher, que é dona do seu corpo e do seu destino. Nem é preciso lembrar que a legislação atrasada força mulheres a recorrer ao aborto clandestino, em condições precárias, com riscos que não existiriam no caso da legalização.
Discute-se quando começa a vida, o que equivale a fixar em que ponto o feto, de acordo com a lei, passa a ser protegido do Estado. Mas do começo ao fim da gestação o feto faz parte do corpo da mulher. O ideal é o processo se completar sem interrupção, ninguém quer a banalização do aborto, mas até a criança ser "dada à luz" ela pertence à mulher, a quem cabe tomar decisões sobre sua vida tanto quanto sobre sua própria vida. O Estado não tem nada a fazer neste arranjo particular, salvo assegurar as melhores condições possíveis para o parto ou para o aborto.
Sem sepultura. A analogia com a peça de Sófocles também serve para o que se pretende com a investigação do que houve durante a repressão aos contestadores do regime militar. No caso, a analogia é ainda mais apta, pois um dos objetivos da tal Comissão da Verdade é localizar os corpos dos insurgentes mortos, que permanecem não insepultos, mas em covas desconhecidas, enterrados sem cerimônias ou identificação. Antígona quer que o Estado devolva o corpo do seu irmão à família, para enterrá-lo. Ele não pertence mais ao Estado, nem a quem o armou para atacar o Estado. Não pertence mais à História. Agora é apenas um irmão morto sem uma sepultura digna.
Texto de Luiz Fernando Veríssimo
Publicado hoje 19/04/2012
Jornal O Estado de Sao Paulo
domingo, 11 de março de 2012
"Kit pesadelo"
Na lida por defender a licitação do Kit de materiais escolares a serem distribuídos para alunos da rede municipal de educação em Londrina, o prefeito Barbosa Neto (PDT), colocou seus secretários na rua na manhã deste sábado 10, para expor e comparar os kits adquiridos pela prefeitura de Maringá, e os que pretende adquirir a prefeitura de Londrina. Levando os materiais para que a população conheça, a administração tenta tirar a pressão que vem sofrendo, do Ministério Público e da Imprensa local, por supostas irregularidades e sobre preço na compra destes materiais, enquanto isso os alunos da rede aguardam . . . Leia matéria completa Folha
"Jumento tipo exportação"
Acordo entre chineses, empresários e fazendeiros do nordeste do Brasil, permitirão que o pais asiático compre os animais que povoam, a esmo cidades e estradas do interior nordestino, esse excesso de animais se dá pelo aumento da renda da população destas localidades, que ao terem acesso a financiamentos, trocaram o histórico animal, por motocicletas e carros. Os animais levados para o gigante asiático, serão utilizados na industria cosmética e alimenticia.
Segundo materia da Gazeta do Povo de Hoje. Leia mais aqui
sábado, 3 de março de 2012
"Boca no trombone"
Moradores reclamando que em muitas escolas municipais de Londrina, o mato tem tomado conta do entorno das mesmas, acaba de ser divulgado na paiquere am no programa fala povo, a secretária de educação segue na mídia . . .
sexta-feira, 2 de março de 2012
"José Serra , surpreendido com a mudança no nome do Brasil"
Essa é boa é tanta vontade de ser Estados Unidos, que mais ou menos aos 6 minutos de entrevistas ele descobre que o Brasil tem outro nome . . .demais .. .
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