quarta-feira, 17 de agosto de 2011

"Quando o Atlético Joga . . . "


Crônica escrita por um Fanático pelo Furacão da Baixada , o Rubro-Negro de todos os Paranaenses . . .

Quando o Atlético joga, a velha senhora viúva veste a Camisa Rubro-Negra e larga as agulhas de tricô para, entre os dedos trêmulos, segurar o Rosário cujas contas estão amareladas pelo tempo e pelo hábito de rezar.Quando o Atlético joga, um piá pobre de qualquer parte do Paraná põe sua Camisa Rubro-Negra, puída, e pede a Deus que proteja o seu Atlético durante os noventa minutos da partida. Falta-lhe o pão, e lhe sobra a esperança(e afinal de contas, essa não é mesmo a essência da Fé?).Quando o Atlético joga, a futura mãe acaricia o ventre e sente o chute do menino que, antes mesmo de nascer, já é Atleticano. E chora a mãe por saber que seu filho haverá de chorar um dia -de amor, de raiva, de frustração e de alegria – por um Time que causa na gente todo tipo de emoção.
Clube Atlético Paranaense: quando você joga, que diabos dá na gente?
Quando o Atlético joga, o sentenciado recobra a liberdade – ao menos por noventa minutos – ou, em via reversa, sente-se ainda mais aprisionado por querer estar na Arena, e não naquela cela onde foi colocado por conta de um ilícito penal. Pena maior não há: estar longe do Atlético é coisa pior do que a pena capital. Estar longe do Atlético, esta, sim, é a penalidade máxima.
Quando o Atlético joga, o doente, num dos leitos de hospitais deste Paraná, sente-se forte, sente-se vivo, sente-se pleno. E eu já vi Atleticanos transferirem cirurgias inadiáveis por amor ao Clube. ‘Doutor, só me opere depois de domingo, pois se eu morrer terei visto o meu Atlético conquistar o Brasil!’. Estrela amarela garantida no peito e o peito entregue às coisas da Medicina. Antes, não.
O Atleticano é, antes de tudo, um apaixonado. Mas o que é que dá na gente, se tudo não passa de futebol?
Bobagem. Fosse só futebol e não seria nada. Ocorre que é o Clube Atlético Paranaense! De todos os Paranaenses!!! E aí, meu Amigo, não tem palavra que explique, não tem ciência que investigue, não tem medicina que cure, não tem lógica que recobre algum tipo de sanidade.
O Atleticano é, antes de tudo, um louco e, como tal, não teme a própria morte. Que dirá então temer adversários: jamais!
Viesse o poderoso Barça nos visitar na Arena e era capaz de o Messi levar um passeio do Marcinho; fora os gritos de ‘Iniesta, viado! Iniesta, viado!’. E, num coro improvisado: ‘Barça, de azul e grená, tá parecendo muito mais o Paraná!’.
O Caldeirão, quando ferve, apavora até o diabo, que sai correndo com medo de evaporar e acabar indo pro Céu!’Não é mole, não: nem o diabo ganha aqui no Caldeirão!’.
Quando o Atlético joga, dá no coração um troço que só não mata a gente porque não deve ser a hora!
Quando o Atlético joga, Amigo, a velha senhora viúva e o apenado se irmanam no mesmo coro: ‘Atlético! Atlético! Conhecemos seu valor! E a Camisa Rubro-Negra só se veste por Amor!’.
E quando isso acontece, o Universo passa a vibrar de uma tal forma que o nascituro chuta o ventre da mãe, e a mãe acaricia a barriga proeminente, e o piá pobre de qualque parte do Paraná abre um sorriso, e o doente no hospital se reanima, e a gente só não morre de amor porque não deve ter chegado a hora…
Próxima parada: 17 de agosto, 19h30, na Arena da Baixada. Que venha o Cruzeiro e suas estrelas (santa ambiguidade!): nem o diabo ganha aqui no Caldeirão, quando o Atlético joga!
Rafael Lemos

"O Tubarão voltou . . ."


O Tubarão voltou para a primeira divisão do futebol paranaense, tudo isso graças a garra e determinação de comissão técnica, jogadores, apoio da torcida, e é claro, planejamento por parte da direção e do comando de Sergio Malucelli, que em entrevista ao Jornal de Londrina, garante que o Londrina lutará pelo título estadual, como também terá uma equipe competitiva para disputas nacionais.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

"André Vargas e a Saúde em Londrina"

Deputado anuncia recursos para UBS e diz que a situação está péssima

A visita do deputado André Vargas (PT-PR), ontem, 01/08, na Unidade de Saúde da Vila Fraternidade, zona Leste de Londrina, levou uma importante notícia àquela população. O governo da presidenta Dilma, por meio do PAC 2, já garantiu R$ 266 mil para a reforma ou reconstrução do local, para que desta forma a comunidade possa receber atendimentos com qualidade e dignidade. “A saúde não pode ser levada com brincadeira, descrédito e principalmente com desvio de recursos. Parte dos recursos que provavelmente tenham sido desviados, já poderiam ter sido utilizados para a reforma deste mesmo posto de saúde”, declarou o deputado que divide a mesma opinião dos moradores e diz que a situação do local é trágica.

Na semana passada, o centro de saúde foi alvo de protestos pelas péssimas condições em que apresenta. “Nós temos ali um centro que saúde que atende pelo menos dez bairros e, na minha opinião, há um desleixo total da administração municipal com esta comunidade e principalmente com aquele posto de saúde”, comentou.

Vargas ressalta que em todas as dependências, a construção possui problemas, como goteiras por conta de chuvas, piso de madeira antigo e sem condições de conservação. “A preocupação é com as pessoas que estão sendo atendidas e com os profissionais que trabalham naquele local. Podemos ver que são profissionais dedicados, mas que não tem as condições de trabalho necessário”.

André Vargas acredita que os principais motivos pela saúde de Londrina estar nessa situação se deve há falta de competência administrativa e corrupção. “Esses são os dois fatores que levam a administração municipal a não conseguir atender a população nas suas necessidades básicas. Corrupção, desvios de recurso e incompetência que, em minha opinião, gera até mais prejuízo do que a própria corrupção, porque os recursos existem, o governo aumento o repasse para saúde em mais de R$ 1 milhão há pouco mais de um ano e, desde então, a saúde só tem piorado em Londrina”.

“Falta administração, gestão, cuidado, porque você precisa fazer isso com muito zelo, cuidado, pois falta democracia. Houve uma briga com os médicos, que foi algo lamentável e mostra que o prefeito não está preparado. Além do problema de desorganização administrativa, onde a mulher do prefeito interferia na demissão de pessoas. Temos hoje aproximadamente 40 médicos do Saúde da Família, tinha 90 quando o Barbosa começou”, informou.

Oito novas UBS

Londrina foi contemplada a receber recursos do PAC 2, com mais de R$ 2,1 milhões, que garantem reformas ou construções de oito novas Unidades Básicas de Saúde e 15 equipes da Saúde da Família. Segundo o deputado André Vargas, cabe à prefeitura agora, dar curso nos projetos. Serão atendidos o distrito de Maravilha e bairros como o Neman Sayum, o Parigot de Souza e Ruy Virmond Carnasciali e várias unidades serão adequadas..

A prefeitura deverá realizar o processo licitatório e, segundo Vargas precisa também colocar gente competente para dar continuidade e acompanhamento nesses processos. “Nós já tivemos uma equipe competente administrando a saúde, a própria Marlene Zucolli, que foi secretária da saúde e atualmente não está sendo bem aproveitada, como outros funcionários que foram deixados de lado por questões políticas”.

Sobre a fiscalização quanto aos recursos do PAC o deputado disse que conta com a ajuda da militância, para analisar se está sendo feito o que foi combinado e, em Brasília, pedirá auditorias e cuidados para que todos os processos de Londrina sejam muito bem avaliados. “Pois nós estamos vendo que nem todo recurso que chega é aplicado. Como a verba do Governo Estadual, que foi destinada ao combate à dengue e está sendo devolvido, enquanto a população continua sofrendo com o problema, mesmo com o frio. Agora está faltando seringa para que os diabéticos recebam seus medicamentos. Falta total de competência e gestão”.

Durante a visita na Vila da Fraternidade, Vargas ficou surpreso ao saber pela população que o prefeito nunca visitou aquele centro de saúde. “A população até ficou emocionada ao receber a visita de um deputado, o que é minha obrigação, mas disseram que o prefeito nunca passou por lá. Nós vamos fiscalizar por Brasília e aqui a comunidade tem que nos ajudar”.
Da Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 20 de julho de 2011

"Dia do Amigo"

Hoje dia do amigo, deixo esta mensagem a todos o amigos e amigos dos meus amigos . . .feliz dia . . .

"Amizade não se explica!
Amigos sempre sabem quando serão amigos
Pois compartilha momentos juntos... dão forças!
Estão sempre lado a lado!
Nas conquistas... e nas derrotas!
Nas horas boas... e nas difíceis!
Amizade nem sempre é pensar do mesmo jeito!
Mas abrir mão... de vez em quando!
Amizade é como ter um irmão... que não mora na mesma casa
É compartilhar segredos... emoções!
É compreensão... é diversão
É contar com alguém... sempre que precisar
É ter algo em comum!
É saber que se tem mais em comum do se imagina!
É sentir saudade!
É querer dar um tempo!
É dar preferência
É bater um ciúme
Amizade que é amizade nunca acaba
Mesmo que a gente cresça
E apareçam outras pessoas no nosso caminho
Porque amizade não se explica
Ela simplesmente existe!"
Muito obrigada por sua amizade.

Autor: (Desconhecido)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

"Discurso de Salvador Allende"

Fue el pueblo sin armas el que los obligó a rendirse, sin que sus heroicos soldados dispararan un solo tiro frente a una multitud dispuesta a defender a un radical masón, pero maestro y estadista. Por eso en la raíz del proceso de la evolución política chilena, hay antecedentes que no tienen otros paralelos, y por eso se hace difícil entender lo que hoy acontece en mi Patria; y por eso es raro que hoy se tema la presencia de un masón o de un marxista/socialista en el gobierno de Chile. La verdad es, Serenísimo Gran Maestro, que nadie en mi Patria, ni más allá de las fronteras, puede llamarse a engaño. Durante más de un año dimos a conocer el programa de la Unidad Popular -repito- integrada por laicos, marxistas y cristianos, por hombres de la pluma, del arado y del riel. Nadie que lo quiso, dejó de conocer por qué luchábamos y para qué luchábamos. Siempre sostuve que era difícil ganar en las elecciones, que era más difícil asumir el gobierno, que aún era más difícil construir el socialismo. Siempre expresé que esa era tarea que no la podía hacer una persona o un grupo de partidos, sino un pueblo organizado, disciplinado, consciente, responsable de su gran tarea histórica, y los hechos han comprobado lo que yo sostuviera. Fuimos tan combatidos como en el año 38. Y yo, que he sido varias veces candidato, tengo la experiencia de hasta qué métodos se recurre para impedir el avance de los pueblos. Una impresionante cruzada
Por eso puedo decirles también a los QQ:. HH:. de la Gran Logia de Colombia: en mi patria no hay un hombre encarcelado ni una mujer encarcelada por motivos políticos; en mi patria se respetan todos los derechos. Y esta noche he tenido el agrado de llegar a este Templo acompañado del Embajador de Chile en Colombia, Q:.H:. Hernán Gutiérrez. Viene también con nosotros el Director General de Carabineros, General José María Sepúlveda que es también un Hermano nuestro, y él sabe perfectamente bien, como lo sabe el Q:. H:. Gutiérrez, que es cierto lo que estoy diciendo. Y si hubiere todavía que buscar un testimonio, aquí está presente un H:. que vio aquí la luz masónica, porque es colombiano, que es embajador de Colombia en Chile, que no ha olvidado que es masón y que yo tuve el agrado y la suerte de estrechar su mano después de ser triunfante en las urnas, dentro de un Templo Masónico, donde llegó siendo diplomático como llega Gutiérrez a cumplir en las Logias con su obligación masónica. Por eso sostengo que frente al clima artificial creado antes o durante la elección, seguirán hechos mucho más duros, que tenemos que confrontar. Pero, si hay gobernantes o gobiernos que creen que es legítimo defender los intereses de unos pocos, por muy grandes que sean, yo sostengo el derecho a defender el interés de mi pueblo y de mi Patria frente a los intereses de unos pocos. Si alguien piensa que, a estas alturas de la vida, la amenaza material puede doblegar a los pueblos, se equivoca. Estados Unidos tiene que aprender la lección de Vietnam. Y la lección de Vietnam es una lección para todos los países pequeños, porque es la lección del heroísmo y la dignidad. Y nosotros debemos entender que hay países que gastan cien mil millones de dólares al año en una guerra, en un continente que no es el suyo, para impedir que un pueblo se dé el destino que quiera, frente a una América Latina que tiene que estar con manos tendidas e implorantes, para conseguir empréstitos pequeños, gotas de leche de la gran ubre del país más poderoso del capitalismo; en circunstancias que de este Continente, en la última década, han salido muchos más millones por amortización de las utilidades e intereses, que los que ingresan como aporte de capitales. América Latina, continente pobre, es exportador de capitales, frente a la realidad del país más poderoso del mundo, del capitalismo internacional. Es por eso que ésta es nuestra lucha, y es por eso que uso este lenguaje que es un lenguaje de claridad, como es la obligación de hacerlo frente a mis Hermanos. Es una lucha frontal que no sólo será en Chile; que está dándose en todas partes del mundo, porque vivimos el minuto trascendente en que los viejos sistemas crujen, y es obligación nuestra mirar con ojos abiertos lo que va a ocurrir mañana, para analizar si somos capaces de encontrar los cauces que permitan a las grandes mayorías continuar un camino que no sea el de la violencia innecesaria y del costo del capital elevado. Yo lo he dicho en mi país, y lo repito aquí en el seno de los Hermanos de Colombia: yo no soy una represa, pero sí soy el cauce para que el pueblo pueda caminar con la seguridad de que sus derechos serán respetados. No pueden detenerse las avalanchas de la historia. No pueden las leyes represivas calmar el hambre de los pueblos. Transitoriamente podrán aplazarse algunos años; y quizá hasta una generación, pero tarde o temprano se rompen los diques y la marea humana inunda, pero esta vez con violencia -y a mi juicio justa- porque también su hambre y sufrimiento son más que milenarios en algunas partes, y centenarios, por lo menos en nuestro Continente americano. Si viejas Instituciones como la iglesia ven transformarse el contenido de su propia existencia; si los obispos reunidos en Medellín hablan un lenguaje que pudiera haber sido revolucionario hace 5 ó 10 años atrás, es porque comprenden que el verbo de Cristo tienen que recuperarlo para que la Iglesia católica se salve como institución, porque si la ven siempre comprometida con los intereses de unos pocos, nadie va a creer mañana en la verdad de la enseñanza del que la dio: el Maestro de Galilea, considerado por mí, por lo menos como ser humano. Es por eso que yo pienso y sueño. Sueño en la noche de la iniciación, cuando recordaba estas palabras: que las personas sin ideas arraigadas y sin principios, son como las embarcaciones, que perdido el timón, encallan en los arrecifes. Yo quiero que los Hermanos de Colombia sepan que no voy a perder el timón de mis principios masónicos. Es más difícil hacer una revolución en que no haya costo social y es duro estrellarse contra poderosos intereses internacionales y poderosos intereses nacionales. Pero lo único que quiero es llegar mañana, cumplido mi mandato, y entrar por la puerta de mi Templo, como he entrado ahora siendo Presidente de Chile.

Dr. Salvador Allende Gossens
Presidente de Chile

Colombia, Bogotá, 28 de agosto de 1971