quarta-feira, 17 de março de 2010

Biografia do presidente Juscelino Kubitschek


Biografia do presidente Juscelino Kubitschek


1902 - Nasce em 12 de setembro, Diamantina, MG
1905 - Morre o pai de Juscelino A morte de João César de Oliveira , pai de JK, agravou a situação da família. Apesar das suas origens, caixeiro viajante, sua família passava por momentos difíceis, dispondo de precários meios de sobrevivência. Dona Júlia, embora não tivesse com quem deixar seus filhos, estava determinada a dar-lhes o melhor. Assim levava-os todos os dias, para a sala de aula, um dos cômodos da casa em que morava. Foi assim que Nonô (como Juscelino era chamado) e Naná, sua irmã, terminaram o curso primário. Juscelino sempre se mostrou um garoto estudioso e interessado. Apesar do pouco contato que teve com seu pai, pois quando este morreu; em 10 de janeiro de 1905, Juscelino tinha apenas 2 anos de idade, sempre houve uma semelhança na personalidade de ambos, fato que agradava Juscelino. Segundo ele próprio, isto fazia com que se sentisse mais próximo da figura paterna, com a qual teve pouco contato. Dona Júlia, por sua vez, era uma pessoa reservada e discreta. Raramente participava de atividades sociais. Professora desde 1895 dedicava a maior parte do seu tempo aos compromissos da escola onde lecionava.
Era neta de Jan Nepomusky Kubitschek, o "João Alemão", um imigrante católico natural da Boêmia, que se estabeleceu no Brasil como marceneiro pelos idos do primeiro reinado. Foi ela que arcou com as responsabilidades da família quando da morte de João César aos 33 anos. Dona Júlia morreu em 1971 com mais de 90 anos. Juscelino teve duas irmãs Eufrosina, que viveu poucos meses, e Maria da Conceição, a Naná (1901-1966).
1914 - Ingressa no seminário dos padres Lazaristas, único ginásio de Diamantina. Juscelino, com 12 anos, através de um pedido de sua mãe aos padres Lazaristas, ingressa no seminário de Diamantina a fim de cursar o secundário. Este era o único local na cidade onde era possível cursá-lo. Logo de início, Juscelino deixou claro aos padres que não possuía vocação eclesiástica e após 3 anos, antes de completar 15 anos, conclui seus estudos no seminário.
A idéia de ser médico, sempre constante, fez com que continuasse a buscar novos caminhos a fim de dar andamento a seus estudos. Ainda faltavam algumas matérias para que o seu curso secundário fosse concluído e isto só era possível em outras cidades. Tomou conhecimento, então, de que era possível fazê-lo através do que na época era chamado "exame por decreto", ou seja, o candidato deveria estudar por conta própria, requerer os exames, e, se fosse aprovado, receber o certificado. Prontamente, Juscelino passou a empenhar-se ainda mais em seus estudos. Eram 12 exames que ele deveria prestar. Ao terminá-los o próximo passo seria a universidade.
1919 - É aprovado no concurso para telegrafista dos Correios em Belo Horizonte. Em 1919, o Diário Oficial publicou um edital abrindo concurso para telegrafista em Belo horizonte. Juscelino viu aí sua grande chance. Seria a oportunidade de realizar seu antigo sonho de morar na capital com um emprego garantido, o que possibilitar-lhe-ia cursar a faculdade de medicina.
Assim, viajou para Belo Horizonte com 200 mil réis que D. Júlia, sua mãe, havia conseguido através da venda da única jóia que possuía: um colar de ouro herdado de sua mãe. Participaram do concurso 89 candidatos. Após 6 meses de espera é divulgado o resultado. Juscelino havia tirado o 19o lugar, o que praticamente significava a nomeação. Esta, porém, só ocorreu em maio de 1921.
1921 - Nomeado telegrafista-auxiliar, em Belo Horizonte. Quase dois anos após ter prestado exame para telegrafista em Belo Horizonte, sai, em maio de 1921, a sua nomeação. Neste meio tempo, Juscelino, sempre determinado, continuou estudando por conta própria com grandes sacrifícios. 1922 - Ingressa na Fac. de Medicina de Minas Gerais. Em dezembro de 1921, Juscelino completou os exames necessários para adquirir o diploma de conclusão do secundário. Finalmente poderia realizar o seu anseio de ingressar na universidade. Juscelino prestou exames vestibulares, passou, e matriculou-se imediatamente na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais.
1927 - Forma-se em Medicina. Os anos na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais sucederam-se e, apesar das dificuldades de ter de trabalhar durante o dia, o jovem diamantinense Juscelino Kubitschek mostrou-se, como sempre, um excelente aluno. Juscelino formou-se em 17 de dezembro de 1927. Foi em seu baile de formatura que D. Júlia, sua mãe, conheceu Sarah Gomes de Lemos, filha de Dona Luísa Negrão e Jaime Gomes de Souza Lemos, ex-Senador mineiro. Sarah viria a casar-se com Juscelino em dezembro de 1931.
1928 - Nomeado professor assistente na Faculdade de Medicina de Minas Gerais. Ao formar-se em Medicina, Juscelino atuava como interno na 3a. Enfermaria da Clínica Cirúrgica da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Após sua formatura passa a assistente do Dr. Júlio Soares, seu cunhado e amigo, nesta mesma Clínica. Passa, também, a participar como sócio de Júlio em seu consultório particular, desenvolvendo, desta forma, a carreira que escolhera com tanta determinação.
1930 - Cursos e estágios na Europa. Após formar-se em Medicina, tudo corria normalmente mas Juscelino sentia necessidade de ir além. Queria especializar-se e já tinha escolhido a área: Urologia. Assim o fez. Rumou para a Europa em fins de abril de 1930. Além de Paris, onde foi aluno do Dr. Maurice Chevassu, grande médico urologista, Juscelino também estagiou em Viena e Berlim. Ao regressar ao Brasil, em outubro de 1930, reassumiu suas funções, no seu antigo consultório e assumiu o serviço gratuito que prestava na Santa Casa e o cargo de médico da Caixa Beneficente da Impressa Oficial. Absorvido como estava pelas obrigações de sua profissão, apesar de estar sempre bem informado, a política lhe parecia algo distante.
1931 - Casa-se com Sarah Lemos. 1932 - Convocado para a Força Pública. Em 1932, através de um convite de Gustavo Capanema, que na época era secretário do interior e como tal, comandante da polícia, Juscelino ingressa no corpo médico da Força Pública de Minas Gerais, hoje Polícia Militar, juntamente com vários outros médicos e professores de medicina do Estado.
Este foi o primeiro passo para a mudança radical na vida do jovem Juscelino Kubitschek de Oliveira. Quando estoura a Revolução Constitucionalista, em 09 de julho de 1932, Juscelino é imediatamente convocado para o corpo médico que atuaria no "front". Durante a revolução, que durou 4 meses, Juscelino exerceu sua medicina com louvor. Atuou na cidade de Passa Quatro que ficava no setor do Túnel da Mantiqueira, região onde os conflitos entre paulistas e mineiros foram mais acirrados por ser região de fronteira entre os dois estados. No "front", tornou-se amigo de personagens que futuramente iriam exercer cargos políticos da maior importância, como Eurico Gaspar Dutra, na época coronel, que mais tarde viria a ser Ministro da Guerra e posteriormente, Presidente da República. Conheceu também Benedito Valadares, que havia sido nomeado delegado de polícia da região do Túnel e mais tarde seria nomeado por Getúlio Vargas interventor em Minas Gerais.
1933 - Escolhido secretário executivo por Valadares. A vida política de Juscelino iniciou-se na Revolução Constitucionalista de 1932. As amizades feitas durante sua permanência na frente de combate direcionaram sua vida a caminhos que ele jamais pensou. Quando é que aquele jovem médico poderia esperar que Benedito Valadares viria a ser nomeado Interventor de Minas Gerais pelo Governo Provisório de Getúlio Vargas e que partiria do próprio Benedito (com o qual uma amizade havia nascido durante a Revolução) o convite para que Juscelino atuasse como Secretário do Governo de Minas Gerais? Juscelino pensou muito antes de aceitar o convite, uma vez que não queria abrir mão de sua profissão de médico. Porém, devido à insistência do Interventor e amigo, o convite foi aceito em dezembro de 1933. Iniciou-se, então, a carreira política de JK
1934 - Candidata-se a Deputado Federal. Em 1933, Juscelino é escolhido por Benedito Valadares para atuar como Secretário do Governo de Minas Gerais. Desde o início, Juscelino desenvolveu um trabalho dinâmico que impressionou muito a todos. Seu contato com o público era diário. Tentando ajudar a quem lhe procurasse, em pouco tempo sua popularidade subira vertiginosamente nos meios políticos e populares. Isto contribuiu para que o Partido Progressista (PP) o indicasse para concorrer à eleição para Deputado Federal em outubro de 1934. Juscelino foi eleito com um número do votos que ultrapassou todos os outros candidatos.
Tomou posse do cargo em 1935 mas exerceu seu mandato por apenas 2 anos. Nestes dois anos, de 1935 a 1937, Juscelino dedicou-se principalmente à política. Como Secretário do Partido (PP) teve papéis importantíssimos a desempenhar no estruturação deste, e seu trabalho foi, na maior parte do tempo, desempenhado pelo interior do Estado.
1937 - O Estado Novo extingue todos os mandatos legislativos do país. Devido ao golpe de estado dado por Getúlio Vargas instituindo o Estado Novo em 10 de novembro do 1937, o Congresso Nacional é fechado e uma nova estrutura de poder é montada: a ditadura. O mandato de Juscelino, que havia iniciado em 1935, é extinto. JK, que não aceitava o novo quadro que surgia, decidiu-se a voltar a clinicar e, desta vez, segundo ele, para sempre.
1940 - Nomeado Prefeito de Belo Horizonte por Valadares. Em 1937, os interventores estaduais que permaneceram em suas funções após o golpe de estado que instituiu o Estado Novo passaram a ser denominados Governadores. Permanecendo em seu cargo, Benedito Valadares, em 1940, chama Juscelino a seu gabinete e convida-o para ser Prefeito de Belo Horizonte. Evidentemente que Juscelino ficou surpreso com o convite, uma vez que sempre havia ficado muito claro seu posicionamento contra a ditadura de Vargas. Porém, devido às pressões do Governador e à garantia de que haveria eleições em um curto espaço de tempo, o convite foi aceito.
JK retorna à sua carreira política, definitivamente, no dia 16 de abril de 1940, quando sua nomeação foi publicada no "Minas Gerais". Em seu novo cargo, desenvolveu trabalhos que marcaram de forma bastante positiva a sua vida política. Enquanto prefeito, JK não deixou de clinicar, contrabalançando, dentro do possível, as duas atividades. Juscelino só veio a abandonar a medicina definitivamente em 1945. Neste período, além de prefeito e médico, JK desempenhou o cargo de 1o Secretário do recém formado Partido Social Democrata, o PSD. Juscelino foi um prefeito democrático e dinâmico. Desenvolveu trabalhos nas mais diversas áreas.
Suas realizações podem ser agrupadas em 3 pontos:
a) obras públicas e embelezamento da cidade; b) incentivo à cultura; c) assistência às classes proletárias.
No referente às obras públicas, JK restaurou, pavimentou e construiu dezenas de avenidas. Entre as realizações nesta área, podemos citar: o asfaltamento da Avenida Afonso Pena, importante artéria de Belo Horizonte; a abertura de grandes avenidas radicais com o intuito de facilitar o acesso ao centro da cidade, como a Av. da Pampulha, Av. Tereza Cristina, em continuação à Av. do Contorno, Av. Silviano Brandão e Avenida Pedro II; e o prolongamento da Av. Amazonas.
Ainda em relação às obras públicas, Juscelino realizou obras de canalização das águas que banham a cidade visando o saneamento básico de Belo Horizonte. Construiu pontes e realizou terraplanagens a fim de integrar o centro da cidade a vários núcleos populacionais da zona suburbana, e desenvolveu em Belo Horizonte a rede subterrânea de luz e telefone.
Uma das obras mais importantes no setor de obras públicas foi a construção de uma das grandes inovações no referente à arquitetura Nacional: a Pampulha. Projetada por Oscar Niemeyer (que mais tarde iria projetar os prédios de Brasília), tinha por finalidade básica o turismo. No local foi construído um grande lago artificial e em torno deste, residências e casa de diversões. Para tal, construiu-se uma avenida para que o acesso ao local fosse facilitado. As obras da Pampulha duraram apenas 9 meses. Em tempo recorde haviam sido construídos um local de recreação e um novo ponto turístico para os cidadãos de Belo Horizonte.
Juscelino também muito fez pela cultura da cidade de Belo Horizonte durante a sua administração.Entre as suas realizações, as mais significativas foram a criação do Museu de Belo Horizonte, do Instituto de Belas Artes e do Curso de Extensão Musical.
O início da construção do Teatro Municipal, a oficialização da Orquestra Sinfônica, e ainda, o apoio da Prefeitura a uma série de Instituições. Com isto, JK pretendeu incentivar o surgimento de uma nova geração de jovens ligados às artes. Com relação à assistência às classes proletárias, JK muito fez no plano de Assistência Social. Além do apoio dado às instituições que já existiam em Belo Horizonte, JK estimulou a criação de novas casas e desenvolveu uma rede de organismos de assistência social aos trabalhadores, dando a eles assistência médica, hospitalar e dentária gratuitas, alimentação barata, e outras facilidades a fim de garantir o seu bem estar.
Além de tudo isto, a prefeitura de Belo Horizonte construiu, durante o mandato Kubitschek, o Hospital Municipal no Bairro da Lagoinha. A fim de amparar o trabalhador enfermo, o prédio possuía 306 leitos e instalações moderníssimas para a época. Quanto aos indigentes, de acordo com a gravidade da enfermidade, o tratamento hospitalar passou a ser-lhes oferecido através de um convênio altamente bem desenvolvido entre a Prefeitura e a Santa Casa de Misericórdia. JK também desenvolveu um programa de bairros e restaurantes populares para facilitar a vida daqueles que não tinham condições para se manterem.
JK foi um prefeito dinâmico e voltado para todos os campos. Os bons resultados desta dinâmica marcaram seu nome no cenário político Nacional, acabando por incentivar seus colegas de partido (PSD) a lançar a sua candidatura a Deputado Federal em 1945, 1o passo para a governadoria de Minas Gerais em 1950, e para a Presidência da República em 1955.
1945 - Elege-se Deputado Federal pelo PSD. Juscelino, nomeado prefeito de Belo Horizonte em 1940, permaneceu na Prefeitura por 5 anos, quando terminou o Estado Novo e novas eleições foram marcadas para o dia 2 de dezembro de 1945. Nestas eleições, Juscelino foi eleito Deputado Federal pelo Partido Social Democrata (PSD), confirmando seu prestígio junto ao público. Como ele, foram eleitos Eurico Gaspar Dutra e Getúlio Vargas, Presidente e Senador da República, respectivamente. Foram eleitos também Tancredo Neves, José Maria Alkimin, Gustavo Capanema e Benedito Valadares para a Câmara dos Deputados, além de outros.
1950 - Elege-se Governador . Os 23 membros deveriam escolher através do voto quem seria o candidato do partido ao Governo de Minas nas próximas eleições: JK ou Bias Fortes. JK venceu por 3 votos e sua candidatura foi homologada no dia 30 do julho. Imediatamente deu-se início a sua campanha. O binômio "Energia e Transporte" seria o tema da mesma, assim como suas realizações frente à Prefeitura de Belo Horizonte. JK elege-se governador de Minas Gerais em 3 de outubro de 1950.
JK assumiu o Governo de Minas Gerais no dia 31 de janeiro de 1951. Foi para ele uma experiência gratificante e da máxima importância uma vez que foi necessário o uso total de sua capacidade e dinamismo. JK quis desenvolver um governo à altura das expectativas daqueles que nele haviam votado. Suas propostas eram audazes, o que suscitou uma série de divergências dos seus opositores. Porém ele sabia que a melhor forma de comprovar a sua eficiência era através do trabalho, e assim o fez. JK sabia perfeitamente das condições em que se encontrava o estado, pois, mesmo antes de tomar posse do cargo, ele já havia adquirido informações concretas sobre os assuntos mais importantes referentes a sua administração.
Minas Gerais parecia parada no tempo. Apesar de haver na época mostras de desenvolvimento em um número resumidíssimo de regiões, por exemplo, na região de Juiz de Fora, que possuía um Núcleo Industrial desenvolvido, o estado não possuía nem potencial energético e nem estradas. Portanto, JK tratou de desenvolver estes dois setores o mais rápido possível. Pretendia, assim, dar andamento àquilo que havia prometido ao povo de Minas Gerais através do binômio que dinamizou sua campanha: "Energia e Transporte".
Era necessário, portanto, elevar o potencial energético do Estado, que na época era de 205 mil KW, para pelo menos 600 mil KW, e implantar um novo sistema de comunicações através da construção de 3 mil km de estradas. Para desenvolver este trabalho, o apoio efetivo do povo era imprescindível e, a fim de demonstrar a sua afeição e respeito a este, JK, logo que assumiu, tratou de elaborar alguns planos para por em dia o pagamento do funcionalismo público. Para tal, era necessário sanar as dívidas que JK havia recebido do Governo anterior, que estava na época por volta de 1 bilhão e 650 mil contos.
JK conseguiu mobilizar o povo em torno de suas propostas que eram na realidade três:
a) eletrificação; b) estradas; c) industrialização.
Quanto à questão energética havia uma série de coisas a serem desenvolvidas durante os 4 anos de Governo. E, sendo assim, a equipe de energia necessitava de um órgão centralizador que organizasse suas atividades. Para tal criou-se a CEMIG (Centrais Elétricas de Minas Gerais). Esta não só desenvolveu seus trabalhos durante o governo que a criou, como também durante os governos que sucederam a sua criação.
Através da eletrificação foi possível estimular a industrialização. A criação de uma siderúrgica dentro do estado era de especial importância para o estímulo desta. Sendo assim, foi instalado em Minas Gerais o conjunto de produção Metalúrgica de Mannesmann, uma empresa alemã, que possibilitou a concretização dos planos de JK de tirar Minas daquela situação "agropastoril" em que se encontrava e elevar o estado às condições de industrialização. Era necessário construir rodovias que possibilitariam o tráfego pelo interior e incentivariam a comunicação social e o escoamento da produção interna. Desenvolver-se-ia, desta forma, a situação econômica de Minas. Construiu-se, então, 3087 km de estradas sob a supervisão do DER e 251 pontes distribuídas por todo o Estado. A construção de estradas favoreceu a integração econômica em todos os sentidos, inclusive no que diz respeito à produção agropecuária.
A fim de incentivar a agropecuária, JK implantou a FRIMISA e a FERTISA, visando a modernização da pecuária e agricultura. JK não se concentrou apenas naquilo que havia prometido em campanha. Além do pleno desenvolvimento das metas prioritárias contidas no binômio que caracterizou sua campanha, muito foi feito no setor de saúde pública e educação.
Foram criados mais 120 postos de saúde. Distribuídos pelo interior, a fim de melhorar as condições de saúde do povo, estes postos em muito ajudaram o crescimento de Minas Gerais, uma vez que o cidadão com saúde se vê em condições de produzir em favor de si próprio e da comunidade. Quanto à educação, deve ser ressaltado que as matrículas no curso primário duplicaram, ou seja, quando JK tomou posse, apenas 680 mil alunos freqüentavam a escola primária e ao findar do seu governo 1.100.000 alunos possuíam a matrícula escolar. Além disso, "foram construídos 137 prédios escolares, 37 novas praças de esportes, instaladas 2 faculdades de Medicina, 1 de Direito, 1 de Farmácia e Odontologia, 5 conservatórios de música, 1 Escola de Belas Artes ..." e deu-se inicio à construção da Biblioteca Municipal em Belo Horizonte.
JK governou do 1950 à 1954. O seu governo não decepcionou aqueles que nele haviam votado. O desenvolvimento do estado foi uma intenção visível e palpável, digna de um homem que soube calar a oposição, criando condições para dar o próximo passo: a Presidência da República. Seus ideais permaneceriam intactos: trabalho e responsabilidade para com o povo que nele havia confiado.
1955 - Elege-se Presidente da República. Quando JK elegeu-se Governador em 1950, Getúlio Vargas elegeu-se Presidente da República. Getúlio Vargas suicidou-se em 1954 e seu vice, Café Filho, assumiu a presidência. Café Filho viria a ser um dos opositores à candidatura JK à presidência e faria tudo para impedir futuras candidaturas que não conviessem a sua linha política, a UDN (União Democrática Nacional). Apesar de não ser este o seu partido político, Café Filho aliara-se ao mesmo para impedir a candidatura de JK.
No PSD a candidatura de Juscelino Kubitschek à presidência já era tida como certa. Esta foi oficialmente homologada dia 10 de fevereiro de 1955. O "slogan" de sua campanha era "50 anos em 5" (50 anos de progresso em 5 anos de governo). Seu companheiro de chapa era João Goulart, o "Jango", que pertencia ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Estes dois partidos juntos muito significaram para a estabilidade do Governo JK.
Uma infinidade de pressões por parte das oposições, principalmente da UDN, desencadearam um processo de "luta" contra a candidatura de JK e Jango.
Estas pressões, entretanto, não deram resultado algum. No dia 3 de outubro de 1955 JK é eleito o 20o presidente do Brasil e João Goulart seu vice-presidente. Seus opositores foram Ademar de Barros, candidato pelo PSD, Juarez Távora pela UDN e Plínio Salgado pelo Partido Integralista. A vantagem de JK sobre Juarez Távora, o candidato derrotado mais votado, foi de quase 500 mil votos.
1956 - Empossado na Presidência da República. Mesmo após JK ter sido eleito Presidente da República pelo voto popular ainda houve tentativas por parte da oposição de anular as eleições e de até mesmo de dar um golpe. Porém uma facção do Exército, sob a Liderança do Gal. Lott, garante a posse de JK no dia 31 de janeiro de 1956. Os militares desempenharam um papel muito importante no que diz respeito à estabilidade política do governo JK.
JK foi um líder inteiramente identificado com sua ideologia desenvolvimentista: desenvolvimento autônomo, industrialização e democracia. Concretizou idéias baseadas naquilo que considerava básico em termos do desenvolvimento econômico e social. O progresso foi a característica básica de seu governo. O "Plano de Metas" traçava a forma de se atingir "50 anos de desenvolvimento em 5 anos de governo". Basicamente, este "visava acelerar o processo de acumulação, aumentando a produtividade dos investimentos em atividades produtoras". Ao todo foram 30 metas e mais a meta síntese: Brasília. Estas metas podem ser agrupadas em 6 grandes grupos:
1) Energia, 2) Transportes, 3) Alimentação, 4) Indústria de Base,5) Educação e6) Construção de Brasília.
O "Plano de Metas" alcançou total sucesso, apenas algumas metas não foram totalmente concluídas. Enfim, o governo JK foi um governo dinâmico que não aceitou imposições de forma alguma, chegando até a romper com o FMI, em 1959, em decorrência de "imposições monetárias" que este pretendia fazer ao governo Brasileiro. JK deixou a presidência da República em 31 de janeiro de 1961 ao passar a faixa presidencial ao seu sucessor Jânio da Silva Quadros. 1961 - Defende a posse de João Goulart e elege-se Senador por Goiás. JK passou a faixa Presidencial ao seu sucessor Jânio Quadros, no dia 31 de janeiro de 1961, exatamente 5 anos após tê-la recebido. Segue-se um período peculiar na história do Brasil. O presidente Jânio Quadros renuncia à Presidência da República após 7 meses de mandato. João Goulart, que continuava como vice-presidente após o período JK, assume a Presidência da República.
Após passar a faixa de Presidente da República, JK partiu para Paris. Retornou ao Brasil em maio e deu início imediatamente a sua campanha para Senador por Goiás. Eleito em 3 de outubro de 1961, JK tomou posse no Senado.
Como Senador continuou mantendo o dinamismo de sempre. Neste mesmo ano, o PSD pede a JK que assuma a presidência do partido. JK não aceita devido, principalmente, a constantes viagens que fazia a fim de manter contatos políticos para avaliar as condições sociais e políticas da época. A idéia de JK voltar à presidência já era algo quase que certo, já se ouvia falar pelo Brasil todo em "JK 65". A campanha mais tarde tornou-se realidade, só que desta vez o "slogan" seria "Educação e Agricultura" (5 anos de agricultura para 50 anos de fartura).
1962 - JK não pode recusar a sua indicação, feita pela organização dos Estados Americanos (OEA), ao cargo de coordenador da Aliança para o Progresso. Esta seria uma continuidade da Operação Panamericana, idealizada por JK durante o seu governo. Era portanto um programa que tinha por finalidade básica elevar o modo de vida nos países da América Latina. JK permaneceu como Senador durante 3 anos, sempre viajando muito e dinamizando a política de seu partido (PSD).
1964 - Com a Revolução, seu mandato é cassado e seus direitos políticos suspensos. Com a Revolução de 31 de março de 1964, a situação política no Brasil sofre mudanças consideráveis. O então Presidente da República João Goulart, deposto do cargo, partiu para o exílio, enquanto uma junta militar assume o governo com promessas de organizar o país. Inicialmente, seria escolhido um presidente que durante 1 ano poria as coisas em ordem, estabelecendo após este período eleições diretas para a Presidência da República.
Porém, após um certo período de tempo JK e outros políticos foram percebendo qual a verdadeira intenção daqueles que haviam tomado o poder. JK começa a demonstrar idéias divergentes do Governo imposto. Em decorrência disto, no dia 8 do junho do 1964 o mandato do JK foi cassado e seus direitos políticos suspensos por 10 anos. Em conseqüência das pressões sofridas como homem político e ser humano, JK decidiu partir para o exílio voluntário em 14 de junho de 1964. Em outubro do 1965 ele retornou, e acabou sofrendo novas agressões de ordem moral. Parte para um novo exílio em 9 de novembro deste mesmo ano, onde permaneceria por 2 anos. Sua volta definitiva deu-se 9 de abril de 1967.
1967 - Retorna definitivamente ao Brasil . Após permanecer exilado por um período de dois anos, JK volta definitivamente ao Brasil em 9 de abril de 1967. Durante sua estada no exterior, JK proferiu palestras nas mais importantes Universidades dos Estados Unidos e da Europa, de onde adquiria recursos financeiros para sua manutenção no exterior. Do volta ao Brasil, fundou o Banco DENASA onde permaneceria até 1975, quando deixou tudo isto para dedicar-se apenas a sua fazenda no interior de Goiás.
1974 - Elege-se para a Academia Mineira de Letras. Publica o livro "Meu caminho para Brasília" e candidata-se à Academia Brasileira de Letras, sendo derrotado por Bernardo Elis. 1975.
1976 - Morre em acidente automobilístico no km 165 da via Dutra, em 22 de Agosto 1976. Seu carro chocou-se de frente com uma carreta após ter sido acidentalmente fechado por um ônibus que vinha na mesma pista em alta velocidade.
(fonte:Texto gentilmente cedido pelo Memorial JK. Disponível no site www.memorialjk.com.br. )

Você sabe um pouco de Jk? Veja AQUI um pouco de sua historia politica.

Juscelino Kubitschek de Oliveira (Diamantina, 12 de setembro de 1902Resende, 22 de agosto de 1976) foi um médico, militar e político brasileiro.
Conhecido como JK, foi prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), governador de Minas Gerais (1951-1955), e presidente do Brasil entre 1956 e 1961. Foi o primeiro presidente do Brasil a nascer no século XX e foi o último político mineiro eleito para a presidência da república pelo voto direto.
Casado com Sarah Kubitschek, com quem teve as filhas Márcia Kubitschek e Maria Estela Kubitschek, foi o responsável pela construção de uma nova capital federal, Brasília, executando assim o antigo projeto, já previsto em três constituições brasileiras, da mudança da capital para promover o desenvolvimento do interior do Brasil e a integração do país.
Durante todo o seu mandato como presidente da república, (1956-1961), o Brasil viveu um período de notável desenvolvimento econômico e relativa estabilidade política. Com um estilo de governo inovador na política brasileira, Juscelino construiu em torno de si uma aura de simpatia e confiança entre os brasileiros.
Juscelino Kubitschek é, ainda hoje, um dos políticos mais admirados do cenário político nacional, e é considerado um dos melhores presidentes que o Brasil já teve, por sua habilidade política, por suas realizações e pelo seu respeito às instituições democráticas.

terça-feira, 16 de março de 2010

Copel testa equipamento para proteger postes de acidentes de trânsito


A Copel começou a testar, no fim de 2009, em quatro cidades do Norte do estado, um dispositivo para proteger os postes de acidentes de trânsito. O equipamento já foi instalado em Apucarana, Siqueira Campos, Wenceslau Braz e Ibaiti. A companhia aguarda um parecer do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) para instalar o equipamento na cidade.

Segundo a assessoria de imprensa da Copel, Londrina é a cidade com maior índice por habitante de colisões de motoristas contra postes de energia. Se liberado, o equipamento será instalado nas Avenidas Brasília, Juscelino Kubitscheck e Dez de Dezembro e no cruzamento das principais vias. Ao todo, foram selecionados 20 pontos.

A proteção é feita utilizando um tubo de concreto que tem o espaço interno preenchido com areia grossa. A instalação é realizada na base do poste e, por aumentar a área do contato, diminui a intensidade do impacto. O objetivo da Copel é evitar a interrupção do fornecimento de energia em casos de acidentes.
De acordo com a Agência Estadual de Notícias (AEN), mais de 2 mil batidas contra postes são registradas por ano no Paraná. Somente na região Norte, 562 acidentes foram registrados no ano passado. O custo médio para restabelecer o fornecimento de energia na área em que teve um poste atingido por acidente é de R$ 1,2 mil. Esse valor é cobrado do responsável pela batida.


Caro leitor dei sua opniao sobre esta materia sera que realmente isso vai funcionar?


Abraços


scaires

segunda-feira, 15 de março de 2010

Recurso para Teatro Municipal será liberado

O deputado federal André Vargas (PT-PR) anunciou na manhã desta segunda-feira, 15/03, durante evento na Prefeitura de Londrina, que os recursos para a primeira etapa da construção do Teatro Municipal de Londrina deverá ser liberada já nos próximos dias. “Houve contratempos na Prefeitura, mas corremos atrás, pedimos a ampliação do prazo e agora só falta uma etapa a ser complementada pelo município para que efetivamente o recurso esteja à disposição, o que deve ocorrer nos próximos dias”, afirmou.Com o anúncio, o deputado foi aplaudido pelas dezenas que pessoas que acompanhavam a cerimônia que marcou a vinda de três unidades de educação infantil, do projeto ProInfância, do Governo Federal para Londrina. As articulações para que a cidade recebesse as novas unidades foram feitas pelos deputados Alex Canziani e André Vargas.Vargas conversou via fone com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, na sexta-feira, 12/03, que garantiu a prorrogação do prazo para apresentação da documentação do Teatro Municipal e afirmou que pretende vir a Londrina nos próximos dias para assinar o convênio para o início das obras. “Nossa batalha é grande para que esse teatro, um sonho dos londrinenses, saia do papel. Agora falta pouco”, afirmou Vargas.

Parabens Londrina! Parabens ao Deputado Federal Andre Vargas pelo seu empenho nesta obra tao importante nao só para Londrina e toda a regiao metropolitana do norte do estado.


Vereadores e subprefeitos ficam só de cuecas em protesto em Roma

Cerca de 50 vereadores e subprefeitos da cidade de Roma "abaixaram as calças" diante da sede da prefeitura da cidade para protestar contra as políticas do prefeito de direita, Gianni Alemanno, e contra cortes do orçamento. "Parques abandonados", "gente sem casa e casas sem gente", "o prefeito nos deixou de cuecas", diziam faixas levadas pelos manifestantes.
Os vereadores criticam o prefeito por não ter aprovado a dotação para a cidade por "motivos eleitorais", em vista das futuras campanhas de final de março na região do Lazio, onde fica Roma, explicou à AFP, Sandro Medici, subprefeito da região de Cinecittà.
O protesto se inspirou no filme "The full monty" ("Ou tudo ou nada", em português), no qual um grupo de desempregados faz strip-tease para sobreviver. Onze das 19 subprefeituras da capital são de esquerda. Já o prefeito Alemanno, militante da extrema direita durante a juventude e, agora, dirigente do partido Povo da Liberdade, de Silvio Berlusconi, ganhou de surpresa, em 2008, a prefeitura que disputava com o líder de esquerda, Walter Veltroni.


Vai ai uma sugestão ao Governador do Rio de Janeiro "Sergio Cabral" para o protesto que ele pretende fazer na proxima segunda feira contra a divisão dos royalties!


Será que nao é justo fazer a divisão dos royalties com todos os estados?


Ja que com isso todos os brasileiros ganham e que esta distribuição de recuços naturais é para o bem comum da populção ja que serão em programas sociais como por exemplo no programa minha casa,minha vida.

Veja abaixo como vai ser feita a distribuição dos royalties.


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) uma emenda que altera a divisão dos royalties e participações especiais da exploração de petróleo, mesmo fora do pré-sal. A polêmica emenda de Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG) redistribui os recursos que não são destinados diretamente à União entre todos os estados e municípios de acordo com critérios dos fundos de participação.
O líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetará o texto, se ele for mantido pelo Senado.
A emenda faz parte do projeto que muda o marco regulatório para a exploração de petróleo na camada pré-sal alterando o modelo de concessão para partilha de produção, onde a União recebe diretamente parte da produção. O projeto segue agora para o Senado, para onde já foram enviados os outros três projetos que tratam do pré-sal.
A disputa sobre royalties atrasou por meses a votação do projeto. Em dezembro de 2009, o texto principal foi aprovado, mas o governo temeu a derrota e evitou a votação da chamada emenda Ibsen. Ao longo deste tempo, travaram-se batalhas regimentais e judiciárias, mas a votação desta noite decretou a derrota adiada pelo governo.
A União apostava suas fichas em um acordo fechado em dezembro com líderes na Câmara e governadores de diversos estados. Por este acordo, seria preservado em parte o privilégio de estados e municípios produtores de petróleo e aumentaria o percentual de quem não produz.
Nas áreas já concedidas, o acordo de então reservava 26,5% dos royalties para os estados produtores, 18% para os municípios produtores, 5% para os municípios afetados por operações de embarque e desembarque, 20% para a União, 22% para os estados que não produzem e 8,75% para os municípios não produtores. Na participação especial, espécie de tributo que é cobrado no modelo de concessão, a União ficaria com 35%, os estados produtores com 40%, os municípios produtores com 10%, os estados não produtores com 10% e os municípios não produtores com 5%.
O acordo abrangia também as novas áreas do pré-sal, onde pretende-se implantar o modelo de partilha. Nestas áreas, a União ficaria com 22%, os estados produtores com 25%, os municípios produtores com 6%, os municípios afetados por embarque e desembarque com 3% e os estados e municípios não produtores com 44%.
Este acordo, no entanto, não atendeu a reivindicações de bancadas estaduais. Os parlamentares viram na discussão a possibilidade de aumentar recursos para suas regiões e encamparam a emenda Ibsen. Com a emenda, a União ficaria com os percentuais que tem atualmente nas áreas concedidas: 40% de royalties e 50% de participação especial. Todo o restante seria dividido de acordo com critérios dos fundos de participação. A emenda abrange também as áreas já em exploração fora do pré-sal.
Com a emenda, o estado do Rio de Janeiro e seus municípios seriam os maiores prejudicados. Estudo feito pela assessoria do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) mostra que 86 municípios cariocas teriam grande perda de arrecadação. O governo do estado do Rio de Janeiro também seria fortemente prejudicado e perderia já no próximo ano cerca de R$ 4,8 bilhões em arrecadação. O Espírito Santo é o outro estado que sai prejudicado. Os outros 24 estados e o Distrito Federal receberão mais recursos com a emenda.
O líder do governo, no entanto, afirma que Lula vetará o texto da emenda, se o Senado não realizar alterações e construir um novo acordo.
Um dos principais argumentos é que o estado do Rio de Janeiro e municípios tem contratos fixados com base nas receitas do petróleo, que não poderiam ser rompidos. Caso Lula cumpra a ameaça de veto, a redistribuição ficaria como é hoje, onde os não produtores dividem apenas 7,5% do total de royalties.
Além do veto, a bancada dos estados e municípios prejudicados pretende acionar o Supremo Tribunal Federal (STF). Eles alegam que a Constituição trata os royalties como compensação e, por isso, os produtores devem ter tratamento diferenciado. Eles questionam também o trâmite regimental da emenda, que foi protocolada sem as assinaturas necessárias para a tramitação.