terça-feira, 12 de abril de 2011

"Vitória contra o Imperialismo"


Havana, 12 abr (Prensa Latina) O aniversário de 50 anos da vitória de Praia Girón tem singular relevância para o povo cubano e é recordado pela derrota em 1961 da invasão de tropas mercenárias, treinadas pela Agência Central de Inteligência (CIA).



Aquele plano de incursão armada foi aprovado pelo presidente dos Estados Unidos Dwight D. Eisenhower, que no dia 17 de março de 1960 ordenou iniciar o recrutamento dos mercenários de origem cubana, encarregados do desembarque pela oeste província de Matanzas.

Segundo documentos históricos, a cada um deles foram oferecidos 225 dólares mensais, mais 50 adicionais pelo primeiro filho e 25 pelos restantes. Ao todo destinaram-se inicialmente 4,4 milhões de dólares, cifra que depois se multiplicou.

A CIA estabeleceu 13 acampamentos de treinamento disseminados por Guatemala, Nicarágua e Estados Unidos e bases militares norte-americanas em Porto Rico e na região do canal do Panamá.

Dias após as eleições nos Estados Unidos, em 18 de novembro de 1960, a CIA expôs ao presidente eleito John F. Kennedy os pormenores do plano e este aprovou a ideia.

Em 15 de abril de 1961, enquanto o agrupamento naval mercenário navegava rumo a Cuba escoltado por navios norte-americanos da Marinha de Guerra, oito bombardeiros B-26 pintados com símbolos da Força Aérea Cubana bombardearam duas bases da aviação e um aeroporto civil.

Depois, no enterro das vítimas do ataque, foi proclamado o caráter socialista da Revolução e decretou-se o estado de alarme de combate para o país. Nesta data celebra-se a cada ano o Dia do Miliciano.

Ao mesmo tempo que se intensificava o apoio aos grupos mercenários enclavados na Flórida e encarregados das ações terroristas contra Cuba, se desatou uma campanha midiática cujo objetivo era assegurar a futura agressão direta.

Foram satanizadas as medidas revolucionárias adotadas em benefício popular, como a reforma agrária que entregou a terra aos que a trabalhavam, ou a reforma urbana, liquidadora dos proprietários de casas que exploravam a necessidade popular de moradias.

Imprensa e políticos de numerosos países, unidos ao plano desestabilizador, vincularam a abertura de Cuba às relações com todos os estados a um suposto ataque da União Soviética ao mais importante bastião capitalista e a seus aliados na América Latina.

Os Estados Unidos colocaram todo seu poderio de propaganda para convencer o mundo, mediante falsas notícias, da existência de uma rebelião interna do povo cubano e do respaldo a um "governo no exílio" constituído por políticos tradicionais e corruptos.

O desembarque em Cuba da denominada Brigada 2506 começou no dia 17 de abril e a mesma reunia características similares às unidades de assalto anfíbio das forças armadas dos Estados Unidos. Tinha cerca de 1.500 homens armados, tanques e artilharia de campanha.

As forças cubanas estavam integradas por combatentes do Exército Rebelde e da Polícia Nacional Revolucionária, mas o grosso eram milicianos voluntários com escassa ou nenhuma experiência combativa.

Dirigidas pessoalmente pelo líder da Revolução, Fidel Castro, as tropas cubanas não deram trégua ao inimigo e às 17:30 hora local do dia 19 de abril, a invasão estava liquidada.

"Cuba, Caribenha Ilha"

Algumas imagens de pequena e bela ilha de Cuba, espero que apreciem . . .

quarta-feira, 6 de abril de 2011

"Ares de Guerra"

Vendo que os bombardeios e a famigerada área de exclusão aérea criada sobre a Líbia, em nada muda o panorama de avanço e retomada das cidades pelo exercito regular da Líbia, pró regime, os países "sérios" da OTAN e Cia, agora vislumbram a possibilidade de efetivamente fazerem uma ocupação militar por terra, e para isso já estão criando factóides para justificar tal intervenção, como a revelação tardia de um suposto plano do governo líbio de eliminar opositores antes dos protestos que culminaram com o quadro hoje conhecido e noticiado, vejam se havia esta intenção efetiva do regime líbio, por que não foi levado a cabo? E por outro lado por que França (sempre Sarkozi), OTAN e Cia, só resolveram tornar público isso agora, talvez por que na realidade o que eles querem não é pura e simplesmente proteger civis, mais sim quem sabe conseguir contratos vantajosos para alcançar o petrólio líbio, ainda que o risco que se corra de entregar e instituir um governo mais radical e pró Al Qaeda e Irãn, mais feliz ou infelizmente os opositores alem de desorganizados são mal instruidos sobre a realidade e o que os cerca, acho que o mais sensato seria buscar a via diplomatica para resolver o impasse da Líbia, e não de fora outros países dizerem o que aquele povo deva ou não fazer . . .grande abraço

quarta-feira, 30 de março de 2011

"Bicho do Paraná"

Saudades do estadão do Paraná , para todos os paranaenses naturais ou por opção e mais saudade ainda da nossa bela cidade de Londrina.

terça-feira, 22 de março de 2011

"Líbia, O Imperialismo sem máscara"

O Imperialismo sem máscara
Na agressão ao povo da Líbia.


Os Editores


Uma vaga de indignação varre o mundo, levantada pela agressão imperialista ao povo da Líbia.
A Resolução do Conselho de Segurança que abriu a porta ao crime – mascarado de «intervenção humanitária» – foi preparada com antecedência. Concebida em Washington, coube à França e ao Reino Unido apresentar e defender o texto porque não convinha aos EUA, atolados nas guerras do Iraque do Afeganistão, surgirem como país patrocinador. Essa Resolução desrespeita a Carta a da ONU, mas, embora criminosa, os agressores não a consideraram suficiente.
A França iniciou os bombardeamentos aéreos e navios de guerra dos EUA e do Reino Unido dispararam quase simultaneamente salvas de mísseis de cruzeiro contra Tripoli e outras cidades. Alguns atingiram um hospital e áreas residenciais, matando dezenas de civis.
Os discursos de Obama, Sarkozy e Cameron que pretendem justificar a agressão – montada e dirigida pela África Comand dos EUA -serão recordados como peças oratórias de refinada hipocrisia.
Dois objectivos motivaram o ataque à Líbia: o saque dos recursos naturais - petróleo e gás - e a necessidade de controlarem através do medo, o rumo das rebeliões populares que na Tunísia e no Egipto derrubaram as ditaduras de Ben Ali e Mubarak, ambos aliados de Washington.
Enquanto invocam a defesa da liberdade e da democracia e motivos humanitários para bombardear a Líbia, os EUA apoiam as matanças praticadas pela ditadura feudal do Iémen e incentivaram a monarquia islamista da Arábia Saudita a invadir o Bahrein, sede da V Esquadra da US Navy – para reprimir a insurreição do seu povo.
A contradição ilumina bem o farisaísmo de Washington.
Os governos responsáveis pelo ataque à Líbia garantem que não haverá desembarque de tropas terrestres. Mas é imprevisível a desenvolvimento da agressão. O motivo alegado para o ataque ao Afeganistão foi a suposta permanecia ali de um homem, Bin Laden, apontado então como inimigo numero um dos EUA. Agora é outro individuo, Muamar Khadafi , o pretexto invocado para a agressão imperial.
Khadafi nunca mereceu o nosso respeito. Mas manifestamos irrestrita solidariedade com o povo da Líbia, ameaçado de recolonização, nestes dias em que nas suas cidades e campos explodem bombas e mísseis.
É oportuno sublinhar e lamentar que o Parlamento Europeu tenha aprovado uma resolução que o tornou cúmplice da agressão, iniciativa que contou com os votos do PS, PSD e CDS, e também com o voto do partido da Esquerda Europeia, incluindo o do Bloco de Esquerda. O PCP, consequentemente, votou contra.
O Conselho Português para a Paz e a Cooperação convocou para o dia 23 uma concentração de protesto contra a agressão, junto da Embaixada Americana.
Fazemos nosso o seu apelo à participação do povo de Lisboa. O imperialismo estadounidense é o grande inimigo da humanidade.
OS EDITORES DE ODIARIO.INFO
POSTADO POR BLOG DE UM SEM-MÍDIA