quarta-feira, 28 de abril de 2010

Prefeitura estuda privatizar o VGD

Depois de anunciar a intenção de vender o Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), em dezembro do ano passado, a prefeitura de Londrina estuda agora uma alternativa para garantir investimentos ao estádio e, ao mesmo tempo, mantê-lo funcionando.
A ideia é privatizar o local nos moldes de uma licitação, em que a empresa que oferecer melhores propostas de investimentos e contrapartida teria direito a usufruir do estádio. O VGD foi cedido em regime de comodato para o Londrina no início dos anos 90. Inicialmente, o prazo era de 10 anos, que foi renovado por mais 10 em 1999. “O que não podemos ter mais é a cessão pura e simples, onde o grupo ao qual está cedido usufrui e depois vai embora deixando o estádio ao Deus dará”, afirmou o presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Paulo Roberto de Oliveira. De acordo com ele, a ideia da prefeitura é que a empresa vencedora da licitação, além de utilizar o espaço, tenha obrigações de investimentos. “Tudo tem que ser pensado em valores e não pode ser muito alto porque senão ninguém se interessa”, avaliou.
De acordo com o presidente da FEL, ainda há um grupo da prefeitura estudando a melhor forma de fazer a licitação. “Estamos nos reunindo e discutindo a questão. Ainda não há uma linha definida”, explicou. Oliveira disse ainda que o projeto de licitação deve passar pela secretaria municipal de Gestão Pública. A proposta pode ser estabelecer um valor mínimo para que a empresa interessada invista no VGD, com o direito de utilizar o local. Quem oferecer o valor maior, ganharia a licitação.
“A empresa vencedora cuidaria e faria investimentos no estádio. São coisas necessárias para melhorar a condição”, disse Oliveira. Para ele, estariam aptos a participar da licitação “qualquer grupo interessado, de qualquer parte do país e do mundo”. “Pode ser um grupo alemão, um grupo português. Desde que se defina exatamente o que tem que fazer.” O presidente da FEL revelou que o prefeito Barbosa Neto (PDT) já manteve conversas com o Grupo Universe, que administra o Londrina Esporte Clube (LEC). “Se o Londrina tiver interesse. Mas pode ser também o PSTC, a SM Sports, a Júnior Team. Qualquer dessas equipes que estão se encaminhando no sentido de privatização do desporto”, afirmou. Por enquanto, não há previsão de publicar edital. Entretanto, Oliveira afirmou que não há interesse em demorar a definir a forma da licitação. “Não é algo tão lento. Tem que dar certa acelerada, mas tem que ser dentro dos moldes de uma licitação legal.”
Venda
No ano passado, a prefeitura havia anunciado a intenção de vender o VGD. Esta hipótese não foi descartada. “Se for vender, tem que passar pela Câmara. Mas não é que foi descartada. Se tivermos alguém que venha e conserve, reestruture e reforme, não tem porque vender. Se lançarmos o edital e não houver interessados, teremos que buscar outra estratégia de solução. Ante, temos que passar pela privatização”, declarou Oliveira.
Qual seria uma boa solução para o VGD? Deixe sua opinião

terça-feira, 27 de abril de 2010

Quarto atentado a Onibus em Londrina

Criminosos incendiaram mais um ônibus no Norte do estado. Desta vez, o atentado aconteceu na cidade de Ibiporã, a aproximadamente 15 km de Londrina. Homens armados renderam o motorista de um coletivo da empresa TIL Transportes, na noite da segunda-feira (26), mandaram os passageiros descer, espalharam um líquido inflamável e atearam fogo no veículo.
De acordo com o delegado-chefe da 10ª Subdivisão da Polícia Civil, Sérgio Barroso, o ataque seria uma resposta a prisão de um traficante no fim de semana. Ele classificou a ação como “um ato de vandalismo”. “As informações que obtivemos é que o ‘amigos’ deste traficante revoltados com a prisão dele resolveram incendiar o ônibus”, explicou.
Segundo o delegado de Ibiporã, Marcos Belinati, os bandidos estavam em um ponto de ônibus localizado nas esquinas das Avenidas Londrina e Estudantes, Jardim San Rafael, e deram sinal para o coletivo parar. “Neste momento, um deles entrou armado e mandou o condutor descer. Outros dois homens entraram pela porta de trás, mandaram os passageiros saírem enquanto espalhavam, provavelmente, gasolina”, disse.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas quando chegou ao local o ônibus já estava completamente destruído pelas chamas. Ninguém ficou ferido.
Esse é o quarto ônibus incendiado na região somente no mês de abril. Nos dias 8 e 9, três coletivos foram queimados em Londrina. As ações seriam uma represália a supostos maus-tratos contra detentos do Centro de Detenção e Ressocialização (CDR). Todos os acusados de participarem dos atentados foram presos.
Ao ser questionado sobre se o fato de Ibiporã teria relação com os atentados de Londrina, Belinati afirmou que qualquer ligação entre os casos é “prematura”. “Não podemos fazer nenhum tipo de afirmação nesta linha, pois os criminosos não deixaram nenhum bilhete no local do crime. Estamos trabalhando e acredito que em breve vamos dar uma resposta à população”, afirmou.
A direção da TIL Transportes não quis se manifestar sobre o atentado. Ela comunicou que está no aguardo dos laudos da perícia e dos depoimentos do motorista e passageiros para se posicionarem sobre o caso.
O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) informou que a entidade, as empresas e a Polícia Militar (PM) irão colocar em prática medidas para reforçar e garantir a segurança de motoristas e passageiros.
Atentados em série
O modo de ação dos criminosos em Ibiporã se assemelha aos ataques praticados em Londrina. Em todos os casos, os bandidos se passaram por passageiros e solicitam a parada dos veículos em pontos de ônibus. As ações também são rápidas. Como os coletivos tem muitos materiais inflamáveis as chamas se alastram rapidamente.
Em Londrina, a Polícia Civil prendeu todos os suspeitos de participarem dos ataques. Segundo a polícia os dois atentados do dia 8 de abril foram praticados pelo mesmo grupo. Já o terceiro, no dia 9, foi praticado por adolescentes e, de acordo com a polícia, não estaria relacionado as primeiras ações.
A conclusão do inquérito policial apontou que a motivação dos ataques foi uma represália de “amigos” de presos do CDR que teriam direito a progressão para o regime semiaberto. “Esses detentos acreditaram que com o mutirão carcerário eles seriam postos no semiaberto ou, se não tivesse vagas, seriam libertados. O que estava totalmente fora da realidade. Como isso não ocorreu ‘amigos’ atearam fogos nos dois primeiros coletivos”, explicou o delegado Sérgio Barroso.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Brasilia 50 anos







Dias antes de ser internado no Hospital Samaritano, no Rio, no fim de setembro, para a retirada da vesícula e de um tumor no cólon, o arquiteto de Brasília recebeu VEJA para dar sua versão do nascimento da cidade artificial.
Oscar Niemeyer, o homem que ensinou o concreto armado a voar, completará 102 anos no próximo dia 15 de dezembro, mas ainda é capaz de se assombrar quando recorda a aventura quase impossível da construção de Brasília. "Fico espantado", diz a VEJA, corpo miúdo engolido pela cadeira na sala dos fundos de seu escritório voltado para o mar de Copacabana, onde, devido à dor em uma vértebra fissurada, já não tem podido aparecer para trabalhar com a disciplina partidária que sempre marcou sua carreira. "O problema era erguer uma cidade em menos de cinco anos, então a minha parte era fazer uma arquitetura mais simples, mais fácil", lembra, sob o olhar de um Dom Quixote de sucata. Uma sombra de sorriso maroto passa por seu rosto vincado. "Mas não fiz nada disso. Por exemplo: as colunas do Alvorada podiam ser mais fáceis de construir, sem aquelas curvas. Mas foram elas que o mundo inteiro copiou."
Espanto é uma palavra-chave no discurso de Oscar, como o chamam amigos e colaboradores. Resume o efeito de beleza inesperada que toda boa arquitetura deve provocar, segundo a cartilha que ele conserva inalterada desde a juventude. A ideia é que "o sujeito pare e se espante". No caso de Brasília, diz, "a arquitetura de fantasia valeu a pena porque tornou a cidade mais conhecida", mas a mesma certeza já estava em sua cabeça quando projetou, no início dos anos 40, o curvilíneo conjunto da Pampulha por encomenda de Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte. Niemeyer sempre enfatizou – e volta a enfatizar agora, por via das dúvidas – que na capital mineira foi plantada a semente da nova capital federal. O futuro presidente desenvolvimentista encontrara seu arquiteto. E seu arquiteto encontrara um estilo – para sempre.
O busto de Lenin sob uma das prateleiras arqueadas de livros que forram as paredes não é o único sinal de desafio ao tempo no ar do escritório, que Niemeyer continua perfumando com a fumaça de sua cigarrilha. "Uma coisa que eu noto quando olho para trás é que, quando comecei Brasília, eu pensava exatamente igual a hoje", diz, a voz baixa – mas ainda clara –, cheia de curvas e chiados cariocas. Essa resistência de concreto das ideias que o moldaram explica muita coisa, desde a coerência de sua obra ao longo de tantas décadas até o fato de que, entrevistado hoje, ele continua produzindo respostas – às vezes com as mesmas palavras – que já estavam em seu livro Minha Experiência em Brasília, lançado em 1961. Lá, como aqui, se encontram expressões-chave como "liberdade plástica", as curvas femininas como inspiração, imagens poéticas sobre "palácios suspensos, leves e brancos, nas noites sem fim do Planalto".
Foto: Paulo Vitale
Avesso a mudanças"Uma coisa que noto quando olho para trás é que, quando comecei Brasília, eu pensava exatamente igual a hoje", dizRio de Janeiro – 2009
Envelhecimento físico à parte, o homem mudou pouco. Tanto nas convicções políticas – continua fiel ao comunismo e admirador do ditador soviético Josef Stalin, que diz ter sido "demonizado pela mídia" – quanto na capacidade de se entusiasmar com o trabalho. É difícil mantê-lo interessado por muito tempo na conversa sobre uma cidade construída há meio século, mesmo sendo a cidade um caso provavelmente único na história de tela em branco entregue ao gênio de um arquiteto. Niemeyer vibra mais ao falar dos prédios oficiais que o governador mineiro Aécio Neves lhe encomendou, do teatro que está sendo erguido neste momento na cidade argentina de Rosario ou da praça "fantástica, monumental" que projetou para o governo do Cazaquistão. Não é por acaso que, após uma união de 76 anos com Annita, que morreu em 2004, ele se casou novamente há três anos com Vera Lúcia Cabreira, 62 anos, sua secretária desde 1992. Seu tempo de vida se dilata para abarcar uma filha, quatro netos, treze bisnetos e cinco trinetos, mas parece um presente sem fim.
Desse ponto de vista, entende-se que Brasília esteja "tão longe", como ele diz ao justificar uma de suas muitas lacunas de memória sobre os anos de 1956 a 1960. É possível que a distância seja uma metáfora daquela, geográfica, que quase o fez desistir da encomenda de JK ao pisar pela primeira vez na desolação poeirenta do Planalto Central. Nesse caso, porém, trata-se de uma distância medida no tempo e não no espaço. Nas palavras de Niemeyer, os cinquenta anos da capital do país ora se espicham em "oitenta", ora sofrem um abatimento para virar "quarenta, sei lá". Não se trata de falta de lucidez, mas de desapego a detalhes. Da experiência de Brasília ele preservou, como repetiu em centenas de entrevistas, o prazer da convivência com os amigos que levou consigo – "nem todos arquitetos, alguns só para a gente poder conversar e esquecer a arquitetura" – e os animados saraus promovidos por JK ao som do violão de Dilermando Reis.
Mas guardou sobretudo a sensação de ter vivido uma utopia igualitária, morando nas mesmas casas geminadas dos operários e comendo ao lado deles no mesmo restaurante, "como uma grande família, sem preconceitos nem desigualdades". Pronta a cidade, registrou em Minha Experiência... sua decepção com o fim do sonho: "Agora tudo mudou, e sentimos que a vaidade e o egoísmo aqui estão presentes e que nós mesmos estamos voltando, pouco a pouco, aos hábitos e preconceitos da burguesia que tanto detestamos".
Foto: Arquivo Público do Distrito Federal
MAQUETEO arquiteto no escritório da Novacap vislumbra a cidade que começa a nascerBrasília – c. 1957/1960
Antes do choque de realidade, contudo, houve tempo de escrever um épico. "Era aquele sol, a terra vazia e cheia de poeira. Tínhamos de tomar banho de manhã e à noite. Era uma coisa radical", recorda. Coube ao arquiteto escolher – ou algum verbo semelhante que inclua uma dose de aleatório, como seria de esperar em terreno quase desprovido de marcos e acidentes – o local onde seria fincado o Palácio da Alvorada, antes de existir o Plano Piloto, "com capim a nos bater nos joelhos". Os projetos saíam de sua prancheta diretamente para a mesa do calculista, Joaquim Cardozo, e o próprio original seguia então para a obra. "Não havia programas", diz Niemeyer, referindo-se à falta de informações minimamente precisas sobre as construções que lhe cabia projetar. Na companhia de Israel Pinheiro, presidente da Novacap, visitava pessoalmente as instalações governamentais no Rio de Janeiro para contar salas, medir espaços – e depois multiplicar tudo por dois ou três. O que ainda seria pouco. "O Palácio do Planalto foi feito para 150 pessoas. Tem 600", diz. O clima de improviso não excluía questões financeiras. Niemeyer concebeu tudo o que Brasília tem de monumental recebendo um salário de funcionário público, mas, quando faltou dinheiro para construir o chamado Catetinho, a residência de madeira que abrigaria o presidente da República durante as obras, o próprio arquiteto e outros amigos de JK levantaram empréstimo num banco.
Foto: Arquivo do Memorial JK
ARQUITETO OFICIALCom JK, uma relação de pouca amizade mas muita confiança, desde os primeiros projetos da PampulhaBrasília – 1959


"Foi um período que me afastou de muita coisa", lembra. Seu pai, também chamado Oscar, morreu quando ele estava "no meio do deserto". Por questões de segurança, sua mulher, que ficou no Rio, deixou a Casa das Canoas, a bela residência de concreto e vidro que ele construíra no início dos anos 50 (hoje tombada pelo Patrimônio Histórico e parte da Fundação Oscar Niemeyer), e se mudou para um apartamento. Avesso a viagens aéreas, o arquiteto sofreu um grave acidente de carro a caminho do Rio que o deixou preso "por um mês" a uma cama de hospital. Niemeyer parece levar em conta todo esse investimento pessoal quando, comentando a recente polêmica sobre o projeto da monumental Praça da Soberania, que a comunidade brasiliense rejeitou, declara magoado: "Eu achei que tinha o direito de fazer essa praça". O tombamento da capital do país o incomoda. "Se o Brasil fosse tombado, o prefeito Pereira Passos não teria feito essa avenida tão importante", diz, referindo-se à Rio Branco, artéria de inspiração parisiense rasgada no centro do Rio de Janeiro no início do século XX. "Tudo muda. Quando a água do polo derreter, o mar vai subir e todas as cidades litorâneas terão de ser modificadas", especula. A Praça da Soberania está na gaveta, mas o presente contínuo de Oscar Niemeyer ainda tem vista para o futuro.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"Jacks Dias contesta Denuncias"

ESCLARECIMENTO

Estando em viagem, fui surpreendido por denúncias publicadas na Folha de Londrina desta sexta-feira (16), com informações absolutamente improcedentes e que colocam em dúvida a lisura na condução da Secretaria Municipal de Gestão Pública durante o período em que lá estive (2005-2007).

Esclareço que todos os contratos levados a cabo pela Secretaria de Gestão Pública foram tratados com lisura e transparência. Durante todo o período que lá estive, os contratos públicos foram sempre tratados por uma equipe de servidores competentes e especializados e nunca por uma única pessoa.

Por se tratarem de denúncias inverídicas e em respeito aos meus amigos, familiares e toda a comunidade, anuncio que me coloco à disposição de Justiça, abrindo meu sigilo fiscal, telefônico e bancário, para que rapidamente se apurem os fatos e se restabeleça a verdade.

De volta a Londrina, estarei à disposição para que se reportem os fatos.

Atenciosamente

Jacks Dias
Fonte blog baixo clero

quinta-feira, 15 de abril de 2010

"PT decide ter canditado ao governo do Paraná"

A julgar pela nota da executiva do PT estadual, o noivado com o o PDT do Paraná chegou ao fim, tudo indica pelo teor do documento que de fato como nós já avaliavamos o caminho do partido será lançar candidato própio e potencializar a eleição ao senado.
veja abaixo a nota.

Executiva destaca o debate, em torno da candidatura própria ao governo
Após análise de conjuntura política do Estado do Paraná a Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores, reunida nesta segunda-feira (12), reafirmou por consenso:
- A priorizar a pré-candidatura de Dilma Rouseff à Presidência da República, e a pré-candidatura de Gleisi Hoffmann , ao Senado.
- A necessidade do fortalecimento da candidatura do Partido dos Trabalhadores ao governo do Estado, composta pelos Partidos que fazem parte da base aliada do governo Lula;
- A partir de amplo diálogo, construir uma aliança, com os partidos que apóiam o governo Lula.

Curitiba, 12 de abril de 2010.

Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores